sábado, 8 de novembro de 2008

Sociedade e Rede

Qual é a relação entre sociedade da informação, sociedade do conhecimento e sociedade em rede?
De que forma o paradigma das novas tecnologias informacionais e comunicacionais afeta ou afetará o professor a partir da emergência de uma cibercultura?
Até que ponto a criança poderá usufruir das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICS) para simular referências espaciais básicas na apropriação e experimentação do espaço geográfico, a partir da interação na tela de um computador?
Introdução
Uma Constatação:
Estamos diante de um novo paradigma, que muda toda a forma de compreensão cartesiana do espaço e que irá se refletir no cotidiano da criança e escola.
As transformações a que nos referimos são impactantes, potencializadas pelas “redes comunicacionais” que atuam no “ciberespaço”, provocando uma nova organização social do espaço.
Devemos levar em conta que:
1 - Na sociedade, as mudanças estão acontecendo de maneira acelerada;
2 - O tempo e o espaço, em alguns momentos, eliminam territorialidade das relações sociais de produção imaterial;
3 - A troca de informações, idéias e negócios estão fazendo emergir o fenômeno da globalização.
Você seria capaz de lembrar de situações que comprovem as afirmações anteriores?
Alguns paradigmas:
Falar ao telefone celular, movimentar a conta no terminal bancário e, pela Internet, verificar multas de trânsito, comprar discos, trocar mensagens com os outros pais, pesquisar e estudar, são hoje atividades cotidianas.
As tecnologias geram um novo tipo de sociedade cujo ambiente é saturado de informação e que se concretizam por meio de inúmeras aplicações. Mas que sociedade é esta?
Acertou quem respondeu: é a Sociedade da Informação!
A “Sociedade da Informação” está sob efeito, segundo Virilio de uma “poluição dromosférica” - de dromos, corrida, ou de uma “queima total do espaço e da experiência de um tempo em intensificação”, de acordo com David Harvey que a define como uma compressão espaço-temporal
Segundo o Livro Verde, a Sociedade da informação é um estágio de desenvolvimento social caracterizado pela capacidade de seus membros cidadãos, empresas e administração pública obter, compartilhar, qualquer informação, instantaneamente, de qualquer lugar e da maneira mais adequada.
OBS: Este novo estágio de desenvolvimento social é mais bem compreendido quando se faz referência às etapas anteriores da evolução da sociedade moderna.
Sem aprofundar em demasiado a discussão, lembramos que informação é diferente de conhecimento.
Então... Existe diferença entre sociedade da informação e conhecimento?
Segundo Pedro Demo, utiliza-se a nomenclatura da "sociedade do conhecimento" praticamente como sinônimo de "sociedade da informação", mesmo que esta última noção contenha, de acordo com Castells, ainda a perspectiva da "rede".
Quem participa da sociedade da informação?
Segundo Aurigi e Graham três grupos principais:
Um grupo de elite que utiliza pesadamente as tecnologias da informação;
Um segundo grupo menos influente que não pode ser caracterizado como de fortes usuários da informação, mas como agrupamento daqueles "usados pela informação" (information used);
Um terceiro grupo formado pelos off-line, os desconectados, que não participam de forma direta e autônoma.
Como a cibercultura, produto das NTICs, irá influenciar o docente e a criança na experimentação e apropriação do espaço geográfico ?
Segundo Lemos, cibercultura faz parte de um processo mais amplo da relação entre técnica e sociedade. A forma técnica da cultura contemporânea é produto de uma sinergia entre o tecnológico e o social.
Levy complementa: a cibercultura é a nova forma de cultura, a partir do ciberespaço.
Para Silva, a cibercultura e a Interatividade são princípios do mundo digital, isto é, do novo ambiente comunicacional baseado na internet, no site, no game, no software, e a sua acessibilidade desafia professores e gestores da educação.
Para reflexão:
De acordo com Pires, seria muito mais fácil se houvesse políticas públicas efetivas à universalização do acesso à rede mundial de computadores (internet); aos avanços tecnológicos; à efetiva democratização da produção social do conhecimento acumulado, sob a forma de software livre.
Resumindo
Segundo o Prof. Hindenburgo F. Pires, é necessário pôr na ordem do dia a defesa dos direitos: à universalização do acesso à rede mundial de computadores (internet); aos avanços tecnológicos; à efetiva democratização da produção social do conhecimento acumulado, no período atual, sob a forma de software.
Até que ponto a criança poderá usufruir das NTICS para simular referências espaciais básicas na apropriação e experimentação do espaço geográfico, a partir da interação na tela de um computador?
A relação com o espaço é parte integrante na vida de uma criança. Desde o nascimento o ser humano tenta se adaptar e se encontrar no espaço.
A Educação Infantil e as Séries Iniciais do Ensino Fundamental são importantes, porque é nesse período que as habilidades espaciais precisam ser desenvolvidas.
Percebemos que, para construir a noção de espaço, a criança percorre um caminho que se inicia logo após o nascimento, sendo num primeiro momento uma visão perceptiva e passando para a representação, primeiro na forma intuitiva e depois de forma mais consciente, operatória. Essas etapas levam à análise do espaço, sua lógica e organização, o que facilitará sua crítica e reconstrução.
Segundo Lacoste, considera-se como espaço desde o cotidiano, próximo da criança, até o espaço-nação ou o espaço-mundo. Esse trabalho permite alcançar o objetivo de “pensar o espaço”, obrigação do cidadão. “Saber pensar o espaço para saber nele se organizar, para saber ali combater...”(LACOSTE, 1988, p.189).Cultura e Natureza na Realidade Local
Conclusão
Profundas mudanças levam ao desenvolvimento de um novo modelo de sociedade.
Um novo modelo surge – A Sociedade da Informação
Os professores que hoje conseguirem dominar a nova tecnologia serão capazes de realizar transformações de ordem social, em especial, aquelas capazes de se tornarem estrategicamente decisivas no contexto em que se vive. Isso porque o conhecimento torna-se o recurso mais importante na sociedade da informação. Garantir a liberdade de uso da tecnologia do software, em nosso meio, no exercício ético e cotidiano de nossas atividades profissionais, para que não nos auto-excluirmos, voluntariamente ou involuntariamente.

Um comentário:

Cleide disse...

Muito interessante o texto. Realmente a inclusão digital é uma necessidade e um desafio ao educador.